Nas minhas redes sociais sempre estou falando sobre uma maquiagem mais resistente, principalmente para quem mora em regiões mais quentes, úmidas e possuem peles com mais tendências à oleosidade e sempre cito a blindagem. Com isso sempre me aparecem mensagens e comentários curiosos e com muitas dúvidas: É um óleo? Vai deixar minha maquiagem realmente à prova de vida? É um fixador?  

A blindagem se popularizou com esse nome no mercado de maquiagem há pouco mais de 5 anos, tendo seu ápice nos últimos 2 anos. Ele ajuda na fixação mas não é considerado um fixador. Sua textura aparenta ser oleosa, mas na verdade tem sensorial mais aquoso e consiste, principalmente, em um blend de silicones que são absorvidos rapidamente pela pele. Mas de que serve os silicones na maquiagem e por que eles deixam a maquiagem mais resistente?  

Esse polímero tem uma trajetória na indústria cosmética muito recente (cerca de 60 anos), sendo introduzida na indústria brasileira apenas nos anos 90. Eles basicamente aumentam a espalhabilidade e elasticidade dos produtos, ajudam a dar um acabamento mais viçoso na pele (o brilho de hidratação que é totalmente diferente do brilho de oleosidade intensa) potencializam as propriedades hidratantes de outros produtos sem induzir a produção de oleosidade, são insolúveis em água, resistentes à altas temperaturas, etc… Os tipos de silicones utilizados nesse tipo de produto são os mais voláteis, ou seja, além de aderirem na superfície da pele em uma fina camada que absorve e garante aos outros produtos depositados em cima dele suas características, também permitem a respiração da pele mesmo com várias camadas de produtos, garantindo a saúde dela no decorrer do dia.  

A blindagem pode ser utilizada diretamente na pele após a hidratação (evitar hidratantes que tenham texturas mais em gel, pois possuem uma formulação com pouco silicone e mais água, podendo repelir a blindagem), algumas gotas misturadas no produto a ser aplicado (base, corretivo, blush cremoso, etc…), e alguns profissionais a utilizam até mesmo por cima da pele finalizada (antes de qualquer produto em pó) para a criação de um “escudo” sobre ela.  

Devido sua popularização no mercado de maquiagem, temos hoje uma variedade incrível de blindagens de diversas marcas: com skincare em sua composição, particulas de brilho, efeitos de bronzer, sem brilho, com mais silica para maior controle de oleosidade e por aí em diante.  

Algumas das minhas preferidas são: Anairana (é a que mais tenho utilizado na maioria das peles, apesar de ter brilho dá pra usar ele sem brilho também), Catharine Hill, Deisy Perozzo e Nathalia Capelo.

Já os fixadores em spray, que não devem ser confundidos com as BRUMAS FIXADORAS, têm em sua composição basicamente álcool e resinas que criam uma película em cima da maquiagem, deixando-a impermeável e mais resistente ao atrito. Diferentemente das brumas fixadoras, esse produto não apresenta ativos com ação hidratante/emoliente ou nutritivas. Esse é um produto que se deve ter muito cuidado ao ser aplicado, tanto pela questão do álcool envolvido na sua composição que pode arder os olhos e boca caso entrem em contato direto, como também se aplicado em quantidade exagerada pode causar um efeito rebote e causar um craquelamento e separação total da maquiagem pois a camada que esse produto cria não possui muita elasticidade.  

Meus prediletos são: Kryolan, Deisy Perozzo e Maria Margarida.
 
Digo que são produtos complementares, eles ajudam um ao outro a criar uma maquiagem que praticamente não irá sair nem com a graça de todos os deuses de todas as crenças mundiais! Mas eles se utilizados sozinhos na maquiagem já irão garantir uma durabilidade e aspecto lindo na maquiagem.

Consegui deixar mais claro para você a diferença entre esses dois tipos de produtos que são tão semelhantes, mas tão diferentes ao mesmo tempo? 

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