Nos últimos meses, um nome voltou a aparecer com força no mundo da beleza: Skin Cycling. Apesar de não ser uma novidade, o conceito reapareceu como “tendência” e virou assunto novamente, tanto nos consultórios dermatológicos quanto nas rodas de conversa de quem ama skincare. Mas confesso, antes mesmo de saber que isso tinha um nome, eu já fazia algo bem parecido na minha rotina de cuidados com a pele.
Pra quem ainda não ouviu falar, o Skin Cycling é uma estratégia que propõe alternar o uso de ativos mais potentes com dias de descanso para a pele. Um dos ciclos mais conhecidos, por exemplo, segue essa ordem:
Dia 1: esfoliação química,
Dia 2: retinol,
Dias 3 e 4: hidratação e reparação.
Depois, o ciclo se repete.
A ideia por trás disso é permitir que a pele tenha tempo de se recuperar, evitando o uso excessivo de ativos irritantes. Parece fazer sentido, né? Mas… será que essa rotina funciona pra todo mundo? Ou será que é mais uma daquelas fórmulas prontas que ignoram as necessidades específicas de cada pele?
Foi aí que eu comecei a refletir sobre a minha própria experiência. Mesmo sem seguir esse cronograma exato, eu sempre senti que minha pele agradecia quando eu dava um tempo entre os dias de ácidos, por exemplo. E tudo ficou mais claro quando comecei a conversar com especialistas e perceber que escutar a pele é mais importante do que seguir qualquer regra da internet.

Convidei a dermatologista Mariana Ribeiro pra trazer uma visão profissional sobre o assunto, porque sim: entender a ciência por trás da tendência faz toda a diferença. 👇
“Já ouvi falar de skin cycling, mas não é algo que a gente recomende como rotina padrão. Na verdade, é um nome bonito para uma prática que já usamos há muito tempo. Quando prescrevemos ácidos mais irritativos ou a combinação de vários ativos, já ajustamos o restante da rotina — como sabonete e hidratante — para garantir a tolerância da pele. O skin cycling segue essa mesma lógica. Não é nada muito inovador. Vejo que quem gosta mais desse tipo de abordagem são pessoas bem interessadas em skincare, mas, no geral, meus pacientes preferem algo mais prático.”
No fim das contas, o Skin Cycling pode ser uma ferramenta útil, sim – mas como tudo no skincare, ele precisa ser adaptado. O que funciona maravilhosamente bem pra uma pele oleosa e resistente pode não ser legal pra quem tem rosácea ou sensibilidade, por exemplo.
Se você está pensando em testar, meu conselho é simples: comece devagar, observe como sua pele reage e, se possível, converse com um dermatologista. Porque tendência boa é aquela que respeita a sua individualidade.
E você, já testou o Skin Cycling? Conta aqui nos comentários!






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